Guerra social

[A bolha da "crise económica" não é senão a ofensiva global do capitalismo para redistribuir a riqueza.
O impacto desse ataque é o que se vive hoje na Grécia, depois da Irlanda e da Islândia, antes tinha sido o da Argentina. A estes seguir-se-ão ataques similares no sul da Europa.
Como consequência desta política de subserviência aos ditames do capital os movimentos sociais na Grécia são ciclicamente reprimidos, nas vésperas de grandes movimentações de massas. A repressão sobre os anarquistas é um caso paradigmático. E de novo uma caça às bruxas anti-anarquista está em movimento em toda a Grécia. Mas mais uma vez a tentativa de justificar o autoritarismo e o terrorismo de Estado encontrarão na exemplar luta social, a que o povo grego já nos habituou, a devida oposição. A guerra Social.]

Significativamente implementados na sociedade grega, a solidariedade anarquista sem concessões para com a defesa dos direitos dos imigrantes e na luta contra a extrema-direita é por demais reconhecida. Esperando-se grandes contestações sociais a 6 de Dezembro, no 2º aniversário do assassinato pela polícia do jovem anarquista Alexander Grigoropolos, o aparelho repressivo grego pôs em marcha mais uma operação em grande escala,à semelhança do que se passou há um ano, assim como nas vésperas das greves gerais. Presos dezenas de ativistas, invadiram-se espaços sociais anarquistas, suspendendendo-se os direitos políticos dos presos e presas, impedindo o seu contato com familiares e com advogados há mais de 24 horas. É este o rescaldo atual do ataque que está a ser realizado em mais larga escala a todo o povo grego até que não possa levantar a cabeça, com a extrema-direita a consolidar já a sua posição na administração de Atenas.
Casos de imigrantes jogados pelas janelas de esquadras da polícia, trabalhadores feridos pelas forças repressivas, desempregados a aumentar vertiginosamente, a nova geração dos 0 euros, manifestantes vítimas de perseguição e repressão, ativistas presos, começa a ser perigosamente banal…
A situação social atingiu um ponto de ruptura. O ataque do capital atingiu o seu ponto máximo. A 15 de Novembro chegou à Grécia a troika de "supervisores" para exigir do governo do PASOK novas medidas brutais, que vão desde a abolição de acordos de negociação coletiva, para reduzir os salários nos sectores público e privado, o aumento do IVA, milhares de despedimentos no sector público. Os agiotas, representantes do FMI, exigem despedimentos massivos, reduzindo salários e pensões de 20 a 40%, ao mesmo tempo exigindo carta branca para o capital. Os empregadores ganham o direito de recorrer ao painel de arbitragem e um "árbitro" pode até diminuir o salário de um trabalhador, em particular. Os contratos coletivos de trabalho estão suspensos. Uma greve por questões salariais tem que ser imediatamente suspensa se o empregador pedir uma "arbitragem"...
Diante de tudo isto os trabalhadores, para resistir a este ataque, saíram para as ruas expontâneamente [foto] e foram fortemente reprimidos. Os sindicatos burocratas, tal como já tinha acontecido anteriormente, assistem a isto de braços cruzados, o seu papel é o de controle social…
Mas mais uma vez a tentativa de justificar o autoritarismo e o terrorismo de Estado encontrarão na exemplar luta social, a que o povo grego já nos habituou, a devida oposição. A guerra Social.
Fontes:
http://athens.indymedia.org/
Agência de Notícias Anarquistas, A.N.A

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