Comunicado da TJA (Movimento das Mulheres Livres do Curdistão)

Comunicado da TJA (Movimento das Mulheres Livres do Curdistão) de 2017, sobre as prisões na turquia e a repressão do Estado sobre o movimento curdo.

« No seguimento do término das negociações de paz em 2015 e sob o declarado estado de emergência depois do golpe de estado de Julho de 2015; todas as cidades e ruas do norte do curdistão foram transformadas numa prisão aberta pelo tirano Erdogan e o regime do AKP. Todos os direitos básicos e liberdades foram suprimidos incluindo a liberdade de realizar assembleias, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e até mesmo o direito à vida. Nas cidades curdas e distritos como Cizre, Sirnak, Silopi, Nusaybin, Sur e Lice, o recolher obrigatório por tempo indeterminado é rotina, onde as cidadãs e os cidadãos são impedidas de terem acesso a necessidades de vida básicas incluindo serviços de saúde, água potável, eletricidade e comida.
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Prisões em massa de todas as formas de oposição política: de jornalistas, de activistas pelos direitos humanos e pelos direitos das mulheres, atingiram o registo mais alto na história da turquia sob o regime tirânico autocrático de Edorgan, bem como graves violações de direitos humanos básicos e dos princípios democráticos. A população prisional atual na Turquia é de 75000 pessoas das quais 50000 são incriminadas das denominadas imputações de terror.
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A turquia tem um número recorde de violações dos direitos das pessoas presas e uma história do sistema prisional devastadora. Nos últimos 20 anos 4288 pessoas perderam as suas vidas nas prisões turcas. Atualmente existem 905 prisioneiros gravemente doentes a necessitar de tratamento médico adequado é-lhes negada a libertação e apoio médico. Centenas de crianças são mantidas nas prisões onde abusos físicos e sexuais são regularmente documentados. Recentemente centenas de prisioneiros/as políticas iniciaram uma greve de fome em protesto contra as graves violações de direitos, torturas contínuas, abusos, maus-tratos e tortura sexual nas prisões. Algumas das violações de direitos reportadas são: prisões sobrelotadas, negação do acesso a serviços básicos incluindo tratamentos de saúde e educação, água e eletricidade nas prisões têm de ser pagas pelas pessoas presas, proibição de material de leitura incluindo, jornais e livros, negação por parte da administração da prisão de visitas por advogados e familiares, violência física e sexual, tortura e condições severas de isolamento.
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Ler comunicado completo aqui: https://cloud.disroot.org/s/76LbVdpPIuBkPwT

via Plataforma de Solidariedade com os Povos do Curdistão

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