2ª Edição Ágora de Prometeus - Fevereiro 2018

2ª Edição Ágora de Prometeus - Fevereiro 2018
A Chama da Ágora
Cidadãos da Ágora

#achamadaágora
#cidadãosdaágora

A Chama da Ágora

Viver

Abrir os olhos. Respirar. Cor ou negrume. Um cumprimento, físico ou verbal. Palavras ou gestos. Pensamento, raciocínio. Instinto. Anseios. Sonhos. Verdades, mentiras. Causa e consequência. Gravidade. Electromagnetismo. O Sol. A chuva. O vento. A neblina. A água que bebes e o alimento que consomes. A dúvida. O Tempo, psicológico e físico. Certezas e fatalidades. O trabalho. Obrigações morais e materiais. As alterações corporais e o envelhecimento contínuo. Doença. Propósito e alienação. Convicções, aspirações e a realidade. O caminho a percorrer. Incertezas. Angústias e a incessante busca da felicidade. A dependência, física e psicológica. Um espelho. O auto-reflexo e a auto-reflexão. A auto-crítica e a arrogância. Fragilidade. A condição humana. O planeta Terra como organismo vivo. Sangue. As sinapses na formulação de pensamentos. A morte como fim da linha.

O que é que isto tudo tem em comum?!

Estás vivo! Prevalece!

O que é estar vivo?

Demasiadas questões para tudo. Cavalgamos a montanha do conhecimento sem retorno. Desconexo. A fatalidade de viver foi arrancada dos braços da morte. Opiniões… tantas opiniões! Participação… tão pouca participação! Quando acordas o que sentes? Tudo? Nada? Ou um misto de Tudo e Nada?

De que matéria é feita os pensamentos?

Queremos agarrar tudo, dominar. Esta força abstracta que empurra a humanidade na evolução tem um misto de vontade,
secretismo e matança. Para tudo que se cria existe uma história em pesadelo. Razões variáveis, passos disformes, velocidade, velocidade, velocidade.
Pára por um segundo. O mundo pode ser menos inquieto. Lê. Respeita os nossos antepassados… no entanto poderás não respeitar a história. Tanta arrogância. Escrevemos a pensar que transmitimos a realidade. A experiência tem uma sabedoria sequencial que nos obriga a olhar para dentro, para nós.
Mas não. Preferimos fugir. Medo de errar. A prisão social. Os costumes, as maneiras de viver, a ética. Onde fica a sinceridade e a honestidade no meio dessa merda toda?
Não fica.
Todos nós perdemos bocados importantes de quem somos quando decidimos mascarar a nossa individualidade. Mas o mundo estende os braços e leva-te para outros lados. Leva-te para a mecanização.

Podemos dizer Não!

A Ágora de Prometeus

Cidadãos da Ágora

António José Toze Paiva

E esta lenda da mitologia quiçá com um fundo de verdade..., toca em vários pontos comuns no livro do Génesis quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso terrestre por terem comido o fruto proibido da árvore do conhecimento querendo equiparar-se a Deus.. pois sim olhem só ao que nos está a levar o conhecimento... ao mesmo tempo talvez aproximando-nos pouco a pouco e um pouco da omnipresença
e omnipotência de Deus e ao mesmo tempo a destruição do paraíso que a Terra já foi e do qual já pouco resta. Esperemos que consigamos que prevaleça o conhecimento racional que ainda nos permita recuperar o paraíso (quase) perdido.

Bruno Lourenço

«Ágora»... Lembro-me que um bom projecto que vi de um aluno de arquitectura para o Mercado do Bolhão era transformá-lo numa espécie de ágora. Não só era um espaço que convidava os cidadãos a participarem um pouco mais activamente dentro do que era considerado parte da esfera pública, lugar propenso a debates, como permitia um relacionamento mais próximo entre aqueles que no fundo se sentiam ligados a um lugar e pertencentes ao mesmo.

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