Quando o futebol faz uma finta ao capitalismo

Decorria ainda a febre do mundial de futebol e, em plena reunião do colectivo do jornal MAPA, alguém lança: mas porque é que não falamos de desporto? Passada assim a bola, ficou no ar uma situação de empate. Asfixiados diariamente pelo futebol, pela mitomania do Ronaldo, novelas clubísticas, etc., de que outra coisa poder-se-ia falar senão de alienação e da náusea que o mercado capitalista do futebol representa? É aí que entra Mickaël Correia, autor de Uma História Popular do Futebol, obra editada este ano em França e ainda não traduzida por cá.

Com este autor já havíamos falado no MAPA a propósito do CQFD, jornal de crítica e experimentação social sediado em Marselha e do qual Mickaël Correia faz parte. Agora a nossa conversa é mesmo sobre bola. Porque em Uma História Popular do Futebol (edições La Découverte) o termo «popular» anuncia que se vai falar de um «outro futebol». Não da alienação ou do business, mas da sociabilização do futebol enquanto campo de jogo social e político.

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