O OFÍCIO | Serguei Dovlatov

O OFÍCIO | Serguei Dovlatov | Tradução de Galina Mitrohovitch | Prefácio de Júlio Henriques | Ilustração da capa de Ricardo Castro

«Dovlatov não é só o escritor mais popular do último quarto de século na Rússia; é também o autor de algumas das melhores páginas que nos deu o século XX.» The Guardian

Serguei Dovlatov (1941-1990) sempre foi um escritor em terra estranha. No radar do KGB e impedido de publicar na Rússia (ao menos que não lhe tirassem «o direito inalienável ao fracasso», dizia), recebeu tantas cartas de rejeição de editoras como o número de garrafas de vodca que esvaziou. Depois de vários biscates, fixou-se como jornalista em Tallinn, cidade que viu o seu primeiro livro ser destruído.

Em 1978, exilou-se em Nova Iorque, junto da filha e da ex-mulher, para onde as suas obras tinham já imigrado clandestinamente, em samizdat. Publicou vários livros nesse período – O Compromisso (1981), A Zona (1985) e A Mala (1986), entre outros –, bem como contos, na The New Yorker, com um humor cáustico e um estilo lacónico. Foi nos Estados Unidos que alcançou um público fiel, dirigiu o jornal Novyi Amerikanets e a sua voz chegou à Rússia, pelas ondas da rádio.

Amigo de Iosif Brodski (que o achava «admirável, sobretudo por ter rejeitado a tradição trágica da literatura russa») e mestre do cepticismo irónico, tido por um dos autores russos mais populares do século xx, Dovlatov soube entender o absurdo da existência, numa simbiose perfeita entre ficção e biografia.

Antígona - Editores Refractários

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